domingo, 13 de junho de 2010

Já disse e volto a dizer

Um vizinho cá no prédio está a soprar na sua fantástica vuvuzela cor-de-laranja (mais tarde falarei das cores das vuvulelas e do seu significado).
Um vizinho cá no prédio está a se habilitar a um fantástico fim de tarde de Domingo no proctologista.
Depois não digam que eu não avisei.

Letra de Gaja

Bastas vezes sou tido como perfeccionista. Não menos vezes são os meus amigos a me apontarem esta característica idiossincrática.
Não me considero assim tão mariquinhas, no entanto é factual a minha propensão para fazer as coisas bem feitas. Na brincadeira entre colegas de trabalho costumo dizer que a minha capacidade para errar é meramente teórica. Mas nem sempre fui assim.

Quando andava na primária detestava estudar e andei na escola no tempo em que realmente se aprendia algo por lá. Na realidade, quando fui para a primeira classe já só me faltava saber resolver equações de segundo grau. Já sabia ler e escrever e fazer contas aplicando as quatro operações matemáticas básicas. Conclusão: enquanto os meus colegas estavam entusiasmados por estarem a aprender  coisas novas eu estava aborrecido por estarmos sempre a fazer a mesma coisa. Tanto era que achava estudar uma coisa enfadonha. De facto naqueles anos da minha meninice eu achava o meu emprego de sonho como sendo o de pintor de construção civil.
E porquê? - perguntam vocês.
Simples - respondo eu - porque não implicava ter de estudar lá grande coisa. Bastava (e continua a bastar) saber distinguir as cores e ter equilíbrio em cima de um andaime.

Com o tempo a minha habilidade nos estudos foi aumentando ao ponto de ser considerado dos melhores entre os meus pares e essa admiração que crescia entre os meus colegas tinha de ter algum reflexo. O reflexo meus amigos foi ter mudado a minha caligrafia e começar a fazer excelentes (eu sei que sou imensamente modesto) apontamentos que toda a gente queria fotocopiar.

Portanto meus caros, da próxima vez que me disserem que tenho "letra de gaja" pensem duas vezes. Não vá levarem uma nega às vossas requisições pelos meus apontamentos dos tempos da Universidade.

sábado, 12 de junho de 2010

Aventuras...

...no elevador.

Decerto todos nós andamos de elevador. Eu ando diariamente. Moro num 4º andar. Subir e descer (pelo menos) quatro vezes por dia parecendo que não, cansa. E andar de elevador para mim, que sou uma pessoa pouco social é um exercício de coragem. Em poucos segundos a descer ou a subir o elevador pode bloquear, pode cair em queda livre ou, Deus nos livre, podem entrar outras pessoas. Vizinhos (as), portanto.
O que fazer?
Eu sou muito caladinho e tímido. Sou daquelas pessoas que só falam quando têm algo de útil e/ou interessante a dizer (por isso os meus posts neste blogue não são abundantes) mas naquelas situações há algo que nos impele a estabelecer uma conversação. Algo que sirva para quebrar o silêncio pesadamente incómodo que se instala no interior do elevador. Nessas alturas é comum sair-me algo do tipo: "Então, parece que está fresquinho e tal. Mas amanha está previsto dar Sol" mesmo que nesse dia esteja um calor dos diabos e esteja prevista queda de neve para o dia seguinte. Geralmente sou presenteado com grunhidos incompreensíveis (tenho a impressão de que já me mandaram para um certo sítio...) ou então, no caso de pessoas um pouco mais educadas está a despesa da conversa feita e depois sou eu que tenho de ir grunhindo no resto da conversa.
Noutras vezes viro as costas ao(à) vizinho(a), não digo nada e uso o espelho do elevador para acabar de me ajeitar, o que pode chocar, uma vez que limpar as fossas nasais com o dedo não é especialmente bonito de se ver.

E vocês? O que fazem para quebrar o gelo quando vão no elevador? Quais são os vossos desbloqueadores de conversa? Toca a dizer! Podem ser-me úteis!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Vejam! Vejam!

Pois é bebés, é só para dizer que já experimentei o Magnum Gold. E que bem que soube, nham nham...

E se...

Tem dias em que eu penso. Penso em temas que abordam muitas vezes assuntos quotidianos. Desde situações de aspersão de cocó por parte de pombos (este pensamento ainda não escrevi cá, fica para breve) até situações que vou observando quando ando pela rua ou mesmo no trabalho. Um destes pensamentos ocorreu-me à poucos dias e surgiu de forma espontânea. 
E se eu partisse uma perna?
Pois, o que seria de mim e da minha vida nos meses subsequentes à quebra da dita perna? É uma questão interessante.
Em primeiro lugar pus-me a pensar em modos de partir uma perna. Não consegui descortinar nenhuma assim interessante e que desse uma história que valesse a pena contar. Para facilitar imaginemos pois que eu partia uma perna enquanto ia a andar a meio da rua. Ia na minha vida e de repente uma perna "crack!". Meus caros, não tenho os ossos assim tão fracos mas isto foi só para me facilitar a vida, que isto de pensar parecendo que não ainda cansa. No caso de partir a perna num sítio público qual seria a minha reacção? 
Faço agora um pequeno parentesis para ressalvar que sou um pouco tímido portanto não sei o que faria para pedir ajuda.
Chorar e esperar que alguém notasse que algo de errado se passava comigo? Sim, esta parece-me a hipótese mais verossímil.
Será que doía? Será que o meu choro se iria dever à dor ou ao orgulho ferido por ter quebrado uma perna, eu, que com 24 anos nunca parti nada?
Quer dizer, talvez desatasse ali aos berros porque me doía bastante e a dor parecendo que não é uma coisa chata.

Talvez o melhor fossem os dias seguintes. Sempre me intriguei sobre qual seria a sensação de ter a perna envolta em gesso. Tenho a certeza que as miúdas iriam adorar. Verem um rapaz com uma perna ou um braço partido desperta nelas uma reacção inata que vai à raiz do instinto maternal. Ficam com aquele ensejo de ajudar, de serem úteis. Vai daí talvez fosse a maneira de eu ficar a conhecer resmas de miúdas. Já estou a imaginar: Oh jóia, escreve-me aí o teu nome e número de telefone no gesso faxavôr! Parece-me uma pick-up line com tudo para resultar. O resto do meu pensamento fica apenas para mim...

Olhem, vou ali partir uma perna e já volto.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Vuvuzelas

Garanto que da próxima vez que ouvir o som irritante de uma vuvuzela às 8 da manhã por baixo da janela do meu quarto alguém vai passar a soprar através dela a partir de uma extremidade corporal onde o Sol não bate.

Tenho dito.


(para evitar processos judiciais, digo desde já que caso encontrem alguém com uma vuvuzela enfiada no recto, eu não tive nada a ver com isso)

Coisas que as miúdas pensam...

...quando estão a olhar para mim:

"aquele gajo é extremamente giro e bem composto. Rrrrrr, sexy!"

(Ok, este pensamento já foi forçado, mas acredito que aconteça. Pelo menos quero acreditar que sim.)