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sábado, 19 de junho de 2010

Adenda

Samytech desvalorizou os rumores em relação ao seu mau momento de forma: "o Samytech está em forma, sente-se em forma. Redondo é uma forma!" - disse ele.

Corrida das Mulheres

Samytech disse hoje em declarações a este matutino que está todo dorido. Recorde-se que ontem este jovem atleta, hepta-campeão nacional de maratona, correu na prova masculina da Corrida das Mulheres no Funchal numa extensão de 3.6 km e confessou não saber em que posição concluiu a prova. O atleta da Madeira desvalorizou a questão da posição na tabela classificativa. Segundo este "o Samytech viu imensos atletas passarem por ele ao longo do percurso mas o importante foi o Samytech ter participado e concluído a prova. O Samytech sente-se bem nestas acções solidárias. Para o ano o Samytech estará cá novamente para tentar chegar nos 200 primeiros".

quarta-feira, 16 de junho de 2010

6 things you hate about me

Foi pedido com jeitinho logo eu, Samytech Manuel, que não sou de fugir com o rabo à seringa, vou atender ao pedido. O desafio é o seguinte: dizer seis coisas que não sabem a meu respeito. Uma vez que alguns dos meus amigos lêem isto o caso pode tornar-se mais difícil. Vamos lá ver o que sai.

1 - Gosto de Nestum

2 - Tomo banho todas as manhãs e enquanto isso, limpo as narinas com o dedo

3 - Uso três desodorizantes de três marcas diferentes, alternadamente

4 - Tenho um sinal um pouco acima do mamilo esquerdo

5 - Detesto ter de me barbear, o que até nem é mau pois fico bem de barba

6 - Durmo sempre com meias nos pés, seja Inverno ou Verão.


Agora, fazei isto em memória de mim e falem de vós nos vossos blogues.

domingo, 13 de junho de 2010

Sondagem Intercampus/TVI

Que extremidade da vuvuzela acham que devo enfiar no  c* do meu vizinho?

Votem na sondagem ali ao lado.

Obrigado




Edit: Não tenham pena dos meus vizinhos.

Já disse e volto a dizer

Um vizinho cá no prédio está a soprar na sua fantástica vuvuzela cor-de-laranja (mais tarde falarei das cores das vuvulelas e do seu significado).
Um vizinho cá no prédio está a se habilitar a um fantástico fim de tarde de Domingo no proctologista.
Depois não digam que eu não avisei.

Letra de Gaja

Bastas vezes sou tido como perfeccionista. Não menos vezes são os meus amigos a me apontarem esta característica idiossincrática.
Não me considero assim tão mariquinhas, no entanto é factual a minha propensão para fazer as coisas bem feitas. Na brincadeira entre colegas de trabalho costumo dizer que a minha capacidade para errar é meramente teórica. Mas nem sempre fui assim.

Quando andava na primária detestava estudar e andei na escola no tempo em que realmente se aprendia algo por lá. Na realidade, quando fui para a primeira classe já só me faltava saber resolver equações de segundo grau. Já sabia ler e escrever e fazer contas aplicando as quatro operações matemáticas básicas. Conclusão: enquanto os meus colegas estavam entusiasmados por estarem a aprender  coisas novas eu estava aborrecido por estarmos sempre a fazer a mesma coisa. Tanto era que achava estudar uma coisa enfadonha. De facto naqueles anos da minha meninice eu achava o meu emprego de sonho como sendo o de pintor de construção civil.
E porquê? - perguntam vocês.
Simples - respondo eu - porque não implicava ter de estudar lá grande coisa. Bastava (e continua a bastar) saber distinguir as cores e ter equilíbrio em cima de um andaime.

Com o tempo a minha habilidade nos estudos foi aumentando ao ponto de ser considerado dos melhores entre os meus pares e essa admiração que crescia entre os meus colegas tinha de ter algum reflexo. O reflexo meus amigos foi ter mudado a minha caligrafia e começar a fazer excelentes (eu sei que sou imensamente modesto) apontamentos que toda a gente queria fotocopiar.

Portanto meus caros, da próxima vez que me disserem que tenho "letra de gaja" pensem duas vezes. Não vá levarem uma nega às vossas requisições pelos meus apontamentos dos tempos da Universidade.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

E se...

Tem dias em que eu penso. Penso em temas que abordam muitas vezes assuntos quotidianos. Desde situações de aspersão de cocó por parte de pombos (este pensamento ainda não escrevi cá, fica para breve) até situações que vou observando quando ando pela rua ou mesmo no trabalho. Um destes pensamentos ocorreu-me à poucos dias e surgiu de forma espontânea. 
E se eu partisse uma perna?
Pois, o que seria de mim e da minha vida nos meses subsequentes à quebra da dita perna? É uma questão interessante.
Em primeiro lugar pus-me a pensar em modos de partir uma perna. Não consegui descortinar nenhuma assim interessante e que desse uma história que valesse a pena contar. Para facilitar imaginemos pois que eu partia uma perna enquanto ia a andar a meio da rua. Ia na minha vida e de repente uma perna "crack!". Meus caros, não tenho os ossos assim tão fracos mas isto foi só para me facilitar a vida, que isto de pensar parecendo que não ainda cansa. No caso de partir a perna num sítio público qual seria a minha reacção? 
Faço agora um pequeno parentesis para ressalvar que sou um pouco tímido portanto não sei o que faria para pedir ajuda.
Chorar e esperar que alguém notasse que algo de errado se passava comigo? Sim, esta parece-me a hipótese mais verossímil.
Será que doía? Será que o meu choro se iria dever à dor ou ao orgulho ferido por ter quebrado uma perna, eu, que com 24 anos nunca parti nada?
Quer dizer, talvez desatasse ali aos berros porque me doía bastante e a dor parecendo que não é uma coisa chata.

Talvez o melhor fossem os dias seguintes. Sempre me intriguei sobre qual seria a sensação de ter a perna envolta em gesso. Tenho a certeza que as miúdas iriam adorar. Verem um rapaz com uma perna ou um braço partido desperta nelas uma reacção inata que vai à raiz do instinto maternal. Ficam com aquele ensejo de ajudar, de serem úteis. Vai daí talvez fosse a maneira de eu ficar a conhecer resmas de miúdas. Já estou a imaginar: Oh jóia, escreve-me aí o teu nome e número de telefone no gesso faxavôr! Parece-me uma pick-up line com tudo para resultar. O resto do meu pensamento fica apenas para mim...

Olhem, vou ali partir uma perna e já volto.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Vuvuzelas

Garanto que da próxima vez que ouvir o som irritante de uma vuvuzela às 8 da manhã por baixo da janela do meu quarto alguém vai passar a soprar através dela a partir de uma extremidade corporal onde o Sol não bate.

Tenho dito.


(para evitar processos judiciais, digo desde já que caso encontrem alguém com uma vuvuzela enfiada no recto, eu não tive nada a ver com isso)

Coisas que se dizem...

...quando falamos de laços familiares:


"(...)a cunhada do marido da minha filha(...)"


(hãa???) Eu acho que o que queriam mesmo dizer era: "a minha outra filha". 
Este povo gosta muito de complicar as coisas.

Coisas que se dizem...

...em frente a um elevador que nunca mais chega:

"acho que vou descer as escadas a pé!"

(quando descobrirem outro modo de descer escadas avisem-me, pois nestes 24 anos tenho sempre descido degraus a pé. Aliás, agora que penso nisso, já vi descerem escadas de outro modo. De facto, já vi contarem os degraus com o rabo. Ok, pronto, cada um desce as escadas como quer...)

domingo, 6 de junho de 2010

Mangueira Wireless (ou mangueiraless)

Engenhocas que sou estou constantemente a surgir com novas ideias (e por cada ideia,  uma mão cheia de novos problemas). Algumas são forçadas (já devem ter reparado nisto em muitos dos posts que faço) mas outras são espontâneas. Esta ideia de que vos falo surgiu ontem enquanto dava banho à viatura automóvel da minha família (não, não tenho carro).
Certamente reconhecerão a chatice que é andar a esticar mangueiras e a puxá-las de um lado para o outro onde precisamos que a mangueira chegue. É chato e o raio da mangueira estava sempre a dobrar e a sujar novamente o automóvel.
No meio das constantes banhadas que levava (o conceito de mangueira é demasiado complicado para eu entender que na ponta sai água...) o que é que me passou pela cabeça? Uma questão simples: porque não inventaram ainda as mangueiras wireless (® registration pendind)? Hum?? Senhores cientistas que passam a vida a curar o cancro a ratinhos, pensem nisto ;). 
Não é um conceito assim tão descabido tendo em conta esta notícia que por acaso já é do ano passado. Imaginem só uma mangueira que não existisse! Espectáculo, hein? Teríamos um transmissor de água numa ponta (chamemos-lhe torneira, para facilitar) e do outro lado um receptor (a ponta da mangueira ou, vamos lá, a agulheta). São só conceitos novos! Portanto, a água seria tele-transportada, desde a torneira até à agulheta. E basicamente é isto.
A D-mail já está interessada em comercializar esta tecnologia logo que estejam ultrapassadas as dificuldades técnicas.

Mais tarde, fui ao dicionário e reparei que mangueira em inglês diz-se hose, pelo que esta tecnologia responderia pelo nome de hoseless.
Wireless seria simplesmente estúpido.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O que é que eu faço?

Sou frequentemente confrontado com várias questões. Questões como: Samytech, és tão giro, queres sair comigo? Samytech, como consegues ser uma pessoa tão íntegra e honesta? Samytech, como consegues manter esse sentido de humor? Samytech, como consegues ser tão modesto?  Samytech, vamos ao café? Samytech, fazes-me um filho?
Mas há outras questões mais profundas e que abordam o essencial, porque todas as questões acima citadas não abordam o ponto principal. E essa questão, meus caros, essa questão são os meus amigos que fazem: Engenheiro Samytech, o que é que fazes no teu trabalho?
Chamo a atenção para o respeito e a deferência com que os meus amigos me brindam. 
Mas voltando ao tema, esta questão que é frequentemente proferida pelos meus amigos é muitas vezes deixada passar em branco com um simples: "Por favor...sou Engenheiro! Que é que achas que faço?"
Mas, como desta vez foi uma miúda gira e com curvinhas que me perguntou, lá desvendei o que faço. E já que o disse uma vez, desvendo também aqui um pouco do que são as minhas funções. No meu trabalho eu sou, entre outras coisas, um portador de más notícias. Não, não sou um engenheiro informático. Eu sou um engenheiro de electrónica. Sou aquele indivíduo que quando vêem bater à porta do seu gabinete exclamam: "Oh não! Não acredito! Outra vez?". E isto voltou a acontecer hoje.
Que más notícias são estas? Bem, dado que estou responsável por monitorizar, fazer tratamento de dados e, quando calha, de fazer a manutenção a algumas dezenas de equipamentos electrónicos é natural que me tenha de desdobrar para poder acudir a todas as tarefas. Algumas tarefas saem fora do âmbito das minhas funções pelo que quando há bosta chatices, lá vai o Engenheiro Samytech contactar o responsável pela resolução do problema que ocorreu.
Apesar de tudo, o meu trabalho leva-me a sítios que de outra forma me estariam vedados. Que trabalho pode levar um gajo a se deslocar ao terraço do edifício da GNR na Avenida do Mar? Ou a subir ao topo do mastro do farol do Porto do Funchal? Ou fazer quase 1h30 de viagem para trabalhar na Bica da Cana apenas 15 minutos e voltar à base? Ou deslocar-me e fazer manutenção a equipamentos no terraço do Hospital Dr. João de Almada? O meu. E adoro o que faço.

Provadores de Roupa das Lojas

Eu, Samytech Manuel, adoro fazer compras (isto é sarcasmo. E do bom!). Adoro mais ainda ir às compras quando tenho de comprar roupa (sarcarmo, mais uma vez).
É giro (notem na forma como introduzo o sarcasmo suavemente, em que quase não se nota) encontrar uma peça de roupa que é exactamente aquilo que procuramos para depois nos apercebermos de que não há o nosso número. No meio de tantos números é precisamente o nosso que não há. 
E quando há o nosso número (eu sei, comecei um novo parágrafo por "e")? Bem, nesse caso a saga é diferente. Encontrar os provadores é uma parte dela. Concluída esta fase, deparamos-nos com um cubículo cuja porta é nada mais nada menos que uma cortina... Entramos, despimo-nos da roupa que vamos experimentar e no preciso momento em que nos encontramos semi-nus, uma quarentona lembra-se de afastar a cortina do nosso provador só para confirmar que não estava ninguém lá dentro. Mas estava eu! Grrrrrrrrr...... Cortinas a fazer de porta, quem se lembrou daquela ideia devia ser empalado!

Se ainda fosse uma miúda gira aí nos seus 25 anos, vá lá, mas agora assim não há condições!

Mas a saga não acaba aqui. Pronto, experimentamos lá a peça de roupa de que gostamos apenas para descobrir que, apesar de ser o nosso número, não nos serve. Nessa hora passa-nos um pensamento pela cabeça - "Tu queres ver que engordei desde o momento que fui voyerado??"

Desconsolados, saímos do provador (eu estou a escrever no impessoal, na realidade eu saí sozinho pois a quarentona não ficou muito tempo. Fugiu dali agarrada aos olhos e a gritar algo como "horror!" e "os meus olhos estão a arder!!"). Desistimos e vamos para casa sem aquilo que nos predispusemos a comprar, pegamos num balde de gelado e vamos para o sofá afogar as mágoas a ver os Morangos com Açúcar.

E é assim a minha vida.

Edit: Este blog está cada vez menos a se parecer o blog que eu queria que fosse